Segundo psicanalista, rir da desgraça alheia não é defeito

Todas as pessoas riem das desgraças alheias, não as desgraças sérias, mas aquelas pequenas situações diárias como quedas. Este comportamento é comum, mas continua a ser alvo de reprovação por parte dos outros – em especial por parte de quem é motivo de 'risos'. Rir da desgraça alheia será um sinal de ruindade? Não. Ao El País, a psicanalista espanhola Monica Wuijano Sieber revela que as pessoas “se sentem bem” com os percalços de terceiros devido a um “mecanismo de projeção inconsciente”, que permite “colocar os próprios medos na falha ou mal” de outra pessoa. Contudo, este mecanismo não vem ‘por defeito’ nas pessoas. É uma questão de modo de ser, de personalidade e da forma como cada um encara o meio ambiente, estando, porém, mais associado a pessoas mais imaturas, com uma baixa-autoestima e que tendem a se inferiorizar. Porém, destaca a publicação, é importante saber distinguir este mecanismo, da inveja sentida por outras pessoas.Afinal, aquelas que se riem da desgraça alheia não se riem das grandes desgraças (como o desemprego ou separação), mas sim de acontecimentos sem importância mas que deixaram os outros à mercê da falta de sorte. Esta sensação de prazer perante a infelicidade de outra pessoa está relacionada com a competitividade, seja no futebol (quando o rival perde) ou no trabalho (quando se leva a melhor ou aquele colega insuportável escorrega junto ao frigorífico do refeitório).

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