O parecer da comissão nacional da Ordem dos Advogados do Brasil sobre a reprovação das contas de 2014 do governo federal pelo Tribunal de Contas da União foi concluído sexta-feira. Os integrantes da comissão recomendam que a OAB não endosse o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff com base na reprovação das contas de 2014. A recomendação foi aprovada por três votos a dois no grupo. O assunto será analisado pelo Conselho Federal da Ordem na próxima quarta-feira (2). “A sociedade espera que a OAB tenha uma posição fundamentada sobre o impeachment da presidente. De forma técnica e imparcial, a OAB vai adotar uma posição e divulga-la à nação. A Constituição prevê o impeachment e apresenta seus requisitos. O plenário da OAB irá dizer se estão ou não presentes tais pressupostos”, afirma o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Segundo ele, a Ordem poderá analisar eventuais fatos novos que venham a aparecer e embasar novos pedidos de impeachment. A comissão entendeu que as práticas ocorridas em mandato anterior ao atual não podem justificar o pedido de impeachment.
