Polícia conclui inquérito de chacinas na Grande SP e indicia sete acusados

A confirmação foi anunciada ontem pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Sete pessoas, seis policiais militares e um guarda civil metropolitano, foram indiciadas. Uma delas foi presa ainda em agosto e os demais em outubro, por suspeita de participação no crime. Segundo a secretaria, o inquérito elaborado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi concluído no dia 1º de dezembro e encaminhado à Justiça do estado. A secretaria informou ainda que uma oitava pessoa foi presa por ameaça às testemunhas do caso. Os nomes não foram revelados porque o processo se encontra em segredo de Justiça. A motivação dos crimes pelos quais elas foram indiciadas não foi informada. De acordo com a secretaria, nas chacinas ocorridas em Itapevi, Osasco e Barueri 23 pessoas morreram e sete ficaram feridas. A Corregedoria da Polícia Militar prossegue com as investigações, que estão em fase de instrução. Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Rildo Marques criticou o fato do inquérito, apesar de concluído, seguir sob segredo de Justiça. Para ele, a sociedade precisa saber quem matou e o motivo pelo qual as chacinas ocorreram. “Não sabemos a conclusão [do inquérito] exatamente por conta dessa história do sigilo. A sociedade toda está querendo ter esclarecimentos e o inquérito tramita sob sigilo. Do ponto de vista da administração pública, o sigilo não é justificável”, acrescentou. “Inicialmente se apontava a participação de mais de 18 pessoas [nos crimes]. E agora foi reduzido a sete? Consideramos que o fato dele tramitar sigilosamente não garante o sucesso da investigação, porque pode ter se chegado a uma conclusão parcial”, ressaltou. “A condução do inquérito pode ter um sucesso parcial. Temos dúvida de que ele foi amplo o suficiente para apurar a autoria de todos os que participaram do evento. Em todo momento, houve blindagem das autoridades estaduais sobre o caso. Terminar com sete presos não é suficiente. Queremos entender o porque da chacina, a quem essas pessoas servem, quem é que dá a ordem, quem organiza, como se dá”, concluiu Marques. (Agência Brasil)

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