Maria Sharapova, tenista russa de 28 anos, anunciou nesta segunda-feira em uma entrevista coletiva em Los Angeles que foi pega em exame antidoping realizado durante o Aberto da Austrália e recebeu a notificação da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) há alguns dias. Por meio de comunicado oficial em seu site, a ITF anunciou uma suspensão preventiva que passará a valer a partir do dia 12 deste mês até que o julgamento seja realizado. A amostra de foi coletada em 26 de janeiro, no dia em que a russa foi eliminada pela americana Serena Williams nas quartas de final do Grand Slam australiano. Por causa de uma lesão no braço esquerdo, ela já havia anunciado que não participaria do WTA de Indian Wells, que tem início nesta quinta-feira. "Eu cometi um grande erro, eu decepcionei os meus fãs e o esporte que joguei desde os quatro anos de idade. Assumo total responsabilidade", afirmou em um breve pronunciamento antes de rápida entrevista coletiva. O exame antidoping apontou a presença de Meldonium, uma substância que ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo e está presente no medicamento Mildronat. Fabricada na Letônia e com livre uso na Rússia, mas não reconhecida pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos, a substância só entrou na lista de substância proibidas da Agência Mundial Antidoping (Wada) em 1º de janeiro deste ano. "(O médico) me receitou esta substância pela primeira vez em 2006. Eu tinha uma série de problemas de saúde naquela época. Eu estava ficando doente com muita frequência. Eu tinha falta de magnésio. Meus exames mostraram que eu tinha sinais de diabete", contou Sharapova. "Eu recebi uma carta da Wada no dia 22 de dezembro com as mudanças que seriam realizadas para este ano, onde os testes seriam e um link para as alterações e eu não olhei esta lista", prosseguiu.

