Dilma critica ‘traição’ de Temer e política econômica: ‘vamos pagar o pato do pato’

A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou que a “traição” do seu vice, o presidente interino Michel Temer, ocorreu antes do impeachment. “Óbvio [questionada sobre a maior traição]. E não foi no dia do impeachment. Foi antes. Em março. Quando as coisas ficaram claríssimas”, disse. Indagada sobre se o posicionamento dele foi esperado, Dilma declarou: “Tem coisas que você não faz”. “Você sempre acha que as pessoas têm caráter. Eu diria que ele não foi firme”, disse. A petista porém não foi clara se houve um arrependimento em não ter cedido lugar para Lula concorrer em 2014. “A Barbara Tuchman escreveu um livro fantástico, “A Marcha da Insensatez”. A insensatez só é insensata quando você percebe que isso pode ocorrer e insiste. Não vale a pena olhar para trás, com tudo já passado, e falar ‘tinha de ser assim’”. Sobre os momentos após a aprovação da abertura do processo de impeachment, ela afirma não te chorado. “Eu não choro, não. Nas dores intensas, eu não choro. Cada um é cada um, né?”, pontuou, acrescentando que Lula chorou – não da forma como José Sarney sugeriu em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. “É mentira. Gente, o Lula é uma pessoa com fortes emoções. O Lula chora porque tem dor. Ato contínuo, ele se recupera e enfrenta a vida. Que Lula tá com olho inchado de chorar, o quê!”, negou. Em avaliação do passado, Dilma também comentou a escolha de não convocar Henrique Meirelles, que atualmente assume o Ministério da Fazenda. “Cada um é cada um. Eu respeito o Henrique Meirelles, tá? Agora, eu não concordo com essas medidas [anunciadas pelo ministro na semana passada]. Gosto mais do Meirelles no Banco Central que no Ministério da Fazenda. Pelo menos até agora”, avaliou. Ela fez críticas a medidas anunciadas no setor pela nova gestão. “Não sei se é dele essa ideia de propor o orçamento base zero [que só cresce de acordo com a inflação do ano anterior]. Mas não é possível num país como o nosso, não ter um investimento pesado em educação. Sem isso, o Brasil não tem futuro, não. Abrir mão de investimento nessa área, sob qualquer circunstância, é colocar o Brasil de volta no passado. É um absurdo”, destacou. Ao citar a política econômica, lembrou do “pato” inflável usado pela campanha da Fiesp “Não vou pagar o pato”. “Nós passamos um ano terrível em 2015 e fizemos todo o esforço para não ter corte em programa social. Nós assumimos [a proposta de se recriar] a CPMF, sem pudor. Nós nunca entramos nessa do pato [símbolo criado pela Fiesp para protestar contra aumento de impostos]. Aliás, o pato tá calado, sumido. O pato tá impactado. Nós vamos pagar o pato do pato, é?”, alfinetou.

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