A justificativa biológica para casais morrerem ‘lado a lado’

Eles se conhecem ainda jovens, constroem uma família, partilham uma vida ao longo de dezenas de anos e morrem com poucos minutos ou horas de diferença. As histórias de casais que partem deste mundo ‘lado a lado’ ganha cada vez mais interesse pelo mundo fora e multiplicam-se os exemplos reais de que nem a morte separa um amor.Em 2014, Olympia e Michael viraram notícia por terem falecido apenas com um dia de diferença e sem o segundo saber da morte do primeiro. Pouco depois, os meios de comunicação deram a conhecer a história de Don e Maxine, que faleceram de mãos dadas com apenas quatro horas de diferença. A história comoveu o mundo e aumentou o interesse da imprensa nos casos em que o amor é mais forte do que a vida.Mas, porque é que alguns casais morrem apenas com algum tempo de diferença e muitas vezes sem saberem do falecimento da cara-metade? Segundo a ciência, a resposta está na falta de vontade do cérebro em se esforçar para viver mais. A bioquímica vai mais longe e diz mesmo que “quando o esforço já não é necessário”, ou seja, quando já não há motivo ou vontade para viver, “o corpo desvanece”. A explicação é dada pelo psicólogo clínico Esteban Cañamares ao El Mundo.

Contudo, há um denominador comum neste tipo de histórias e que não pode ser ignorado: a idade. “Geralmente, são pessoas de idade avançada sem expectativas para o futuro. Mantêm uma relação baseada na dependência total com o outro, de tal forma que quando esse alguém falece, a outra pessoa não encontra motivos para seguir com a sua vida, desligando-se”, continua o especialista, salientando a “relação entre o cérebro e o corpo é pura ciência” e, por isso, quando uma pessoa é dependente de outra para viver, o óbito da cara-metade faz com que o seu cérebro “não queira esforçar-se para viver e o corpo cai vítima de qualquer doença”.Porém, morrer por amor pode acontecer em qualquer idade, embora as pessoas mais novas e com mais anos pela frente tenham uma maior capacidade de refazer o futuro e de fazer planos para a vida, o que dificilmente acontece quando falamos de idosos.A carga emocional tem também algo a dizer neste tipo de casos, especialmente quando uma das partes tem conhecimento da morte da outra. Ao El Mundo, Laura Ponce de León, professora de trabalho social da UNED, revela que a morte da cara-metade é “uma carga emocional muito forte” e que é capaz de ‘matar’ a esperança de vida de qualquer pessoa, mas em particular daquelas que se sentem dependentes do/a amado/a para viver.De acordo com os especialistas, a capacidade de sobreviver à perda do grande amor da vida depende da capacidade de resiliência de cada um, embora o sentimento e a tristeza acabem por falar muitas vezes mais alto. Sim, é possível morrer de coração partido!

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