Para Temer, eleição deste ano mostrou que tese do golpe ‘não prevalece’

O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira (5), em entrevista à Rádio Metrópole da Bahia, que os resultados do último domingo (2) do primeiro turno das eleições municipais mostram que a tese de aliados da ex-presidente Dilma Rousseff de que houve um golpe no afastamento da petista do Palácio do Planalto “não prevalece”. Na votação do domingo, embora tenha sido o quinto partido com o maior número de votos no primeiro turno, o PT de Dilma foi a sigla que sofreu o maior encolhimento em comparação com a eleição municipal de 2012. A legenda teve votação 60,9% menor do que naquele ano. Em cidades onde historicamente o PT tem prefeitos ou candidatos competitivos, como Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Santos (SP), a sigla sequer disputará o segundo turno neste ano. “Se prevalecesse, aqueles que, digamos, pregaram a ideia do golpe, teriam tido um sucesso eleitoral extraordinário no Brasil e não foi isso que aconteceu, ao contrário. Aqueles que fazem parte hoje da nossa base aliada é que tiveram vitórias em todo o país”, disse. Apesar de ter monitorado de perto e ter feito corpo a corpo com deputados e senadores ao longo do processo de impeachment para assegurar o afastamento de Dilma da Presidência da República, Temer também disse que não fez “um movimento sequer” para que fosse aprovado o impedimento da antiga colega de chapa. Na visão de Temer, ao assumir o comando do país, ele apenas cumpriu “um dever” estabelecido pela Constituição. “A lei brasileira que estabelece que se o presidente sai quem assume é o vice-presidente.”Na entrevista, o presidente voltou a afirmar que não teve participação efetiva no governo Dilma, com exceção dos cerca de três meses no qual ele comandou a articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional. Ele disse que, no período em que chefiou a Secretaria de Relações Institucionais, conseguiu aprovar no parlamento matérias de interesse do Executivo difíceis. “Rigorosamente, o vice-presidente deveria acompanhar tudo que acontece no país, mas não foi isso que aconteceu. […] Eram matérias difíceis no Congresso Nacional, e nós acabamos aprovando, mas depois eu comecei a verificar uma certa sabotagem. Daí, eu percebi que não valeria a pena continuar nessa tarefa”, enfatizou.

Atenção: os artigos deste portal não são de nossa autoria e responsabilidade.
Nós não produzimos e nem escrevemos esse artigo qual você esta lendo.

Entenda: nosso site utiliza uma tecnologia de indexação, assim como o 'Google News', incorporando de forma automática as notícias de Jacobina e Região.
Nossa proposta é preservar a história de Jacobina através da preservação dos artigos/relatos/histórias produzidas na internet. Também utilizamos a nossa plataforma para combater a desinformação nas redes (FakeNews).

Confira a postagem original deste artigo em:

Em conformidade com às disposições da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) e às demais normas vigentes aplicáveis, respeitando os princípios legais, nosso site não armazena dados pessoais, somente utilizamos cookies para fornecer uma melhor experiência de navegação.