Com o maior número de comunidades quilombolas do país, a Bahia ainda caminha a passos lentos quando o assunto é direito à terra para os descendentes do povo negro.
Há 130 anos completos no domingo (13) da dita abolição da escravatura, remanescentes de quilombos têm pouco a comemorar. Das 747 comunidades quilombolas certificadas no estado, conforme dados da Fundação Cultural Palmares, apenas 3 conseguiram avançar na caminhada para ter a posse da terra ao receberem os títulos de Concessão de Direito Real de Uso Coletivo (CDRU).
São territórios situados em Maragogipe, no Recôncavo, Bom Jesus da Lapa, no Oeste, e Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), segundo informe do Incra-BA. Em entrevista ao Bahia Notícias, Delvan Dias de Souza, suplente da Comissão Nacional Quilombola [Conaq], declarou que falta apoio e diálogo dos governos federal e estadual com os quilombolas. Ele também criticou o corte de verbas feito pela União com o Incra, responsável pela desapropriação das terras e consequente indenização aos proprietários.
Delvan, que vive na comunidade de Remanso, em Lençóis, na Chapada Diamantina, também criticou a falta de interesse da classe política baiana em relação aos quilombolas. “São bem poucos que se interessam”.
Fonte: BN
