Funcionários do Hospital Municipal de Jacobina expõem vida difícil após atraso de salário

Alguns funcionários do Hospital Municipal Antônio Teixeira Sobrinho (HMATS), em Jacobina, fizeram contato com a redação do Jacobina Notícias para expôr a situação difícil em que se encontram por conta do atraso no pagamento do salário de dezembro. O HMATS tem cerca de 170 colaboradores, entre médicos, enfermeiros, técnicas de enfermagem, técnicos de radiologia, recepcionistas, maqueiros, copeiras e higienizadores, e é o principal hospital da microrregião de Jacobina.

Conforme relataram os colaboradores à reportagem, até o mês de dezembro de 2020, o Instituto Vida Forte – contratado pela Prefeitura de Jacobina para gerir o HMATS – efetuava o pagamento corretamente, nos primeiros cinco dia úteis do mês. Entretanto, segundo os relatos, até esta sexta-feira (15) nenhum funcionário havia recebido o salário. O Vida Forte tem contrato até o dia 17 de fevereiro de 2021.

Por conta do atraso, alguns colaboradores, principalmente os que têm renda mais baixa, já enfrentam dificuldades. "Tem gente passando necessidade, pessoal que já ganha pouco, tem aquele dinheiro contadinho, não estão conseguindo levar o alimento para casa", contou uma funcionária que preferiu não ser identificada.

Os funcionários disseram ainda que, durante a semana, aconteceram reuniões entre a secretária da Saúde, Kátia Alves, o ex-diretor da unidade, Dr. Everson Matt, e representantes do Instituto Vida Forte. Porém, nenhuma informação concreta sobre o pagamento foi passada aos colaboradores. "Soubemos que o Dr. Everson tentou intervir em nosso favor, mas não pôde fazer muita coisa porque foi demitido", disse outra funcionária, que também pediu para não ser identificada.

"No início, a empresa dizia algum motivo do atraso, explicava pra gente se a prefeitura não tinha feito o repasse e provavelmente quando seria. Mas agora, nada, ainda não temos nenhuma resposta, hoje nem isso. Dr. Everson sempre esteve do nosso lado, mas agora não temos mais quem ajude, por isso clamamos por qualquer apoio."

Eles não souberam dizer se houve repasse da Prefeitura de Jacobina para o Instituto Vida Forte em dezembro e janeiro. No entanto, disseram estar preocupados com a redução de insumos no HMATS. Segundo dois dos funcionários entrevistados, já faltam remédios básicos na unidade.

O Jacobina Notícias tentou falar com a secretária Kátia Alves, para ter um posicionamento oficial da Secretaria Municipal da Saúde, mas até a publicação da matéria as ligações não foram atendidas. Também não conseguimos manter contato com o Instituto Vida Forte. O portal deixa em aberto o espaço para todos os citados na reportagem, caso queiram se pronunciar.

Fonte: Jacobina Notícias

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