Imagens fortes: bebê é resgatada após ser queimada com bituca de cigarro por padrasto

Uma bebê de apenas 1 ano e 10 meses foi acolhida pelo Conselho Tutelar de Santa Maria Sul, com marcas de queimaduras e hematomas pelo corpo após denúncia de maus-tratos.
Segundo o conselheiro tutelar Mário Brito, responsável pelo caso, a instituição recebeu a denúncia do Serviço Social do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), na última segunda-feira (20/9), após a criança dar entrada no hospital para atendimento médico.
“Encontramos a menina cheia de hematomas. Com diversas feridas e marcas de queimadura e espancamento pelo corpo. Os olhos estavam em sangue vivo. Ela reclamava de muitas dores pelo corpo”, relatou o conselheiro ao Metrópoles.
Ainda segundo Mário, após o órgão assumir o caso e iniciar as investigações, o padrasto da criança, de 24 anos, e a mãe, de 17, foram apontados como os principais suspeitos pelas agressões.
“Realizamos diligências na residência da família e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para conduzir o homem à 20ª Delegacia (Gama), ainda na segunda-feira. Na DP, eles relataram que as marcas da criança eram de picadas de formigas, além de uma queda recente que a bebê havia levado”, contou o conselheiro.
De acordo com informações do conselheiro, a família da criança é natural do Estado do Pará (PA) e mudou-se para a capital da República, há três meses. O Conselho Tutelar ainda não acompanhava a família.
Após avaliação médica, o profissional que atendeu a menina na unidade de saúde, no entanto, atestou que as marcas na pele da criança são de possíveis queimaduras e pancadas. Ela foi encaminhada para cuidados da família materna e está sob a guarda do avô.
Por ser menor de idade, a mãe da criança, que está grávida de cinco meses, foi encaminhada para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).
“Existe a suspeita de que ela é conivente com o caso. Em nenhum momento demonstrou afeto pela filha. Os dois são frios e a jovem tentou a todo momento defender o companheiro”, acrescentou Mário.
Depois de ser liberada, a adolescente e mãe da bebê voltou para casa mas foi ameaçada por vizinhos. Agora, ela está abrigada pelo Conselho Tutelar de Santa Maria Sul.
A 20ª DP confirmou o registro da ocorrência como lesão corporal e Lei Maria da Penha. Por envolver crianças, violência doméstica e adolescentes, os detalhes da ocorrência não foram divulgados. O Conselho Tutelar também vai seguir com as apurações sobre o caso.
Fonte: Metrópoles

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