Prisões da PF por corrupção têm menor patamar em 14 anos

As prisões por corrupção realizadas pela Polícia Federal chegaram ao menor patamar dos últimos 14 anos, em 2021. No período de janeiro a setembro do ano passado, por exemplo, foram efetuadas 143 prisões, o que representa uma queda de 44% em comparação ao mesmo período de 2020. Os números são da agência Fiquem Sabendo, especializada na obtenção de dados de órgãos públicos, na Coordenação de Repressão à Corrupção (CRC) da PF, e têm como base a Lei de Acesso à Informação (LAI). Não foi informado pela Polícia Federal dados dos últimos três meses de 2021. As informações são da agência estado.

Durante o levantamento, foram consideradas todas as prisões – preventivas, temporárias e flagrantes – feitas a partir de inquéritos conduzidos pela CRC desde 2008. De acordo com a análise, o cenário é de queda desde o ano de 2019.

Considerando apenas o período de janeiro a setembro de cada ano, por exemplo, foram 327 prisões no período em 2019. No ano inteiro, o número foi de 464 presos. Em 2020, o total entre janeiro e setembro baixou para 256 e, considerando os 12 meses, houve 381 prisões. Na lanterna, o ano de 2021 coincide com o esvaziamento da Lava Jato. No auge da operação, em 2016, quando a PF deflagrou mais de 15 etapas ostensivas, 59 pessoas foram presas por corrupção ou crimes relacionados só nessas ações. O ano conserva a segunda posição na série histórica com 367 prisões entre janeiro e setembro.

Pela CRC, são investigados crimes de corrupção, delitos como peculato, organização criminosa, fraude à licitação, tráfico de influência e outros. A unidade também abrange o Serviço de Inquéritos Especiais, um dos setores mais sensíveis da corporação, que cuida de investigações contra políticos e autoridades com foro no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“A prisão não é elemento indicativo de eficácia ou eficiência na produção de provas. Temos tipos penais em que é mais fácil justificar o pedido de prisão, por conta da gravidade. É o caso da pornografia infantil, de um abusador que precisa ser tirado de circulação… Para a corrupção, é mais a produção de prova”, argumentou o delegado federal Luiz Flávio Zampronha, que comanda a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), setor ao qual a CRC está subordinada,

O Liberal

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