Uma grande tragédia acometeu na Síria e a Turquia nas últimas horas. O território foi acometido por um terremoto de 7,8 de magnitude na escala Richter, o primeiro foi originado perto da cidade de Gaziantep e ocorreu por volta das 4h17 da segunda-feira (pelo horário local). Muitos moradores estavam dormindo durante o acontecido.
O segundo tremor também teve uma alta magnitude, desta vez marcou 7,5 na escala. Este aconteceu perto da cidade de Kahramanmaras às 13h30 de segunda, uma diferença de poucas horas com o primeiro tremor de terras.
As equipes de resgates, mesmo com o frio e chuva, intensificaram seus trabalhos nesta terça-feira (07/02). Mesmo com a busca incessante das equipes, a OMS (Organização Mundial da Saúde), prevê que cerca de 23 milhões de pessoas na Turquia e Síria estiveram expostas aos terremotos, as zonas ainda seguem com risco de mais abalos. Além disso, cerca de 7,2 mil pessoas perderam suas vidas durante o desastre.
O oficial sênior deu uma declaração pouco otimistas:
“Infelizmente, sempre vemos a mesma coisa com os terremotos: os relatos iniciais do número de pessoas feridas ou mortas aumentará significativamente na semana seguinte”.
A Agência de Desastres e Emergências da Turquia (AFAD) disse que 2.660 funcionários de 65 países foram enviados para ajudar na operação de busca e resgate. As medidas emergenciais do momento são para resolver a problemática de famílias desabrigadas que sofrem com risco de hipotermia devido às baixas temperaturas; levar oxigênio e água para a população e vasculhar sobreviventes sob os escombros.
Em Gaziantep, onde ocorreu o primeiro terremoto, a previsão do tempo para terça-feira é de temperaturas em torno de 4 a 6°C durante o dia – mas caindo para -7°C à noite. Já na Síria as coisas não mudam muito de figura, pois a previsão é para 11°C durante o dia e -3°C à noite.
Natalie Roberts, diretora dos Médicos Sem Fronteiras no Reino Unido, declarou: “É uma catástrofe em cima de uma catástrofe. Em algumas partes da Turquia, como Gaziantep, há milhões de refugiados sírios morando frequentemente em moradias não muito robustas. É uma receita para o desastre”; “Precisamos pensar rapidamente em como fornecer condições de vida mais robustas para que as pessoas não sucumbam, por exemplo, a outro surto de cólera ou a outras doenças que possam advir desta situação”.
O território não sofre abalos desta maneira desde 1939, a situação é alarmante e ainda não se sabe quando os impactos conseguirão ser amenizados.
Fonte: TV Sertão Livre
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