Devido aos últimos protestos feitos por estudantes e profissionais do setor da educação, o Ministério da Educação (MEC) vai suspender a implementação do novo ensino médio e a adaptação ao novo currículo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para 2024, elaborado por Milton Ribeiro, então ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A interrupção dura, inicialmente, até o fim do prazo da consulta pública sobre o tema. São 90 dias, que se iniciaram em março, e mais 30 dias para o MEC elaborar e divulgar um relatório com as conclusões.
Até o início de março não havia previsão para a revogação desta medida, mesmo com a pressão exercida pelos protestos. O ministro da Educação Camilo Santana estava firme na decisão de prosseguir com a reforma do novo Ensino Médio.
Mas o que é o novo Ensino médio?
Instituído com a aprovação da Lei nº 13.415/2017, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O projeto amplia o tempo mínimo do estudante na escola e flexibiliza a organização curricular.
Os alunos terem outras disciplinas além das básicas e obrigatórias, eles teriam que formar um itinerário formativo com as matérias extras. São quatro opções: Matemáticas e suas tecnologias; Linguagens e suas tecnologias; Ciências da natureza e suas tecnologias; e Ciências humanas e sociais aplicadas.
A carga horária seria reajustada de 800 horas anuais para 1.000, o que foi um dos mais alvos de críticas nas manifestações.
Das 3 mil horas dos 3 anos de Ensino Médio 1,8 mil devem ser dedicadas às disciplinas tidas como obrigatórias de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As 1,2 mil horas complementares precisam ser preenchidas com os itinerários formativos.
Fontes: Metrópoles/Tv Sertão Livre
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