Enquanto muitos municípios baianos enfrentam dificuldades financeiras, atraso em serviços públicos e até salários em atraso, Porto Seguro se destaca por um ritmo intenso de obras e investimentos estruturantes, apesar de, conforme a gestão local, não contar com apoio do Governo do Estado.
Governada pelo Partido Liberal (PL) — sendo a única prefeitura do estado sob comando da sigla — a cidade do extremo sul da Bahia vem registrando expansão em áreas como turismo, infraestrutura, saúde e educação, segundo reportagem do Informe Baiano.
À frente da administração está o prefeito Jânio Natal, um político com mais de quatro décadas de experiência pública, que afirma que Porto Seguro “virou um canteiro de obras”, numa referência ao ritmo das intervenções urbanas e à transformação na paisagem da cidade.
O município projeta movimentar cerca de R$ 5,7 bilhões entre dezembro, janeiro e fevereiro, período de alta estação do turismo local — um crescimento estimado em 31% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Os principais projetos em execução incluem a conclusão do Anel Viário com iluminação e acostamento, intervenções na Avenida Pero Vaz de Caminha, construção de um Complexo de Lazer Mamagaia, um Hospital Oncológico com unidade de hemodiálise, um Centro de Parto Normal, além de revitalização de praças e espaços públicos.
Entre as obras de maior impacto está a Ponte Arraial d’Ajuda–Porto Seguro, com extensão prevista de cerca de 5,5 quilômetros e orçamento de aproximadamente R$ 80 milhões, financiados integralmente pela prefeitura. A estrutura deve reduzir significativamente a distância entre os dois pontos, trazendo ganhos de mobilidade urbana e fomentando a economia local.
Representantes da administração municipal também sinalizam que o relacionamento com o governo estadual tem sido frio, com pouca ou nenhuma participação de repasses ou apoio institucional em eventos culturais importantes, como as festas juninas — episódio criticado por líderes locais.
Segundo o prefeito, a atual fase de crescimento é fruto de planejamento financeiro e organização fiscal, que permitiram à prefeitura quitar dívidas herdadas de gestões anteriores e retomar a capacidade de captar recursos e executar projetos.
Informe Jacobina / Com informações de Informe Baiano