A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quarta-feira (21) que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou 48,5 pontos em janeiro de 2026, um avanço de apenas 0,5 ponto em relação a dezembro de 2025, mas ainda assim o pior resultado para o mês em uma década.
O ICEI, que varia de 0 a 100, considera valores abaixo de 50 pontos como indicativo de falta de confiança entre os empresários industriais. Apesar da leve alta, o patamar permanece abaixo dessa linha de corte, refletindo um ambiente de cautela no setor.
Segundo a CNI, a pesquisa ouviu 1.058 empresas entre os dias 5 e 9 de janeiro, abrangendo 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes indústrias, distribuídas por todo o país.
A principal causa do pessimismo, aponta a CNI, é o nível elevado da taxa básica de juros (Selic), que começou a subir no final de 2024 e tem seus efeitos sentidos na atividade econômica, influenciando negativamente as perspectivas de investimento e crescimento.
Ainda de acordo com a entidade, embora o Índice de Expectativas tenha apresentado leve melhora — passando para 50,7 pontos, sinalizando otimismo moderado em relação aos próximos seis meses —, o Índice de Condições Atuais ficou em 44 pontos, evidenciando que empresários ainda avaliam o cenário atual como desfavorável.
Este resultado coloca o início de 2026 sob um clima de apreensão na indústria brasileira, com muitos setores cautelosos quanto à retomada robusta de investimentos e produção, enquanto o impacto da política monetária e das condições econômicas seguem no centro da análise empresarial.
Informe Jacobina / Com informações de Gazeta do Povo