O estoque da dívida pública federal brasileira registrou forte expansão em 2025 e deve continuar essa trajetória em 2026, segundo projeções oficiais do Tesouro Nacional. Dados mais recentes apontam que o endividamento do governo encerrou o último ano em cerca de R$ 8,6 trilhões, um aumento de quase 18% sobre 2024, reflexo principalmente do crescimento das despesas com juros e das emissões de títulos públicos.
O Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado pela autoridade fiscal projeta que, ao fim de 2026, o volume total da dívida poderá atingir entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões, valor considerado recorde e acima do patamar registrado no ano anterior. Esse aumento está associado ao cenário de juros elevados e à necessidade de captação de recursos para financiar o déficit público e as obrigações do Tesouro.
Economistas alertam que a escalada da dívida pode pressionar ainda mais a economia nos próximos anos, especialmente se mantidos os atuais níveis de juros e de gastos públicos, o que tende a elevar os custos de renegociação da dívida e reduzir a margem fiscal do governo. Em relatório, o Tesouro também destaca ajustes na composição dos títulos e o uso de reservas de liquidez como mecanismos para mitigar riscos no curto prazo.
O crescente endividamento levanta dúvidas sobre a capacidade do país em equilibrar as contas públicas sem reformas estruturais. Analistas reforçam que o monitoramento da trajetória fiscal será crucial nos próximos meses, sobretudo diante de desafios econômicos e políticos que podem influenciar as decisões sobre política fiscal e monetária.
Informe Jacobina / Com informações de TRBN