O mercado de trabalho formal no Brasil encerrou 2025 com a criação de aproximadamente 1,27 milhão de vagas com carteira assinada, de acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Embora ainda positivo, o saldo representa o pior desempenho anual desde 2020, ano marcado pelo impacto da pandemia de Covid-19, quando o país registrou fechamento líquido de vagas.
Ao longo do ano, foram contabilizadas cerca de 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de desligamentos, resultando em um crescimento de 2,7% no estoque de empregos formais. Contudo, esse avanço ficou aquém do observado em 2023 e 2024, refletindo uma desaceleração do mercado de trabalho no contexto econômico atual.
O último mês de 2025 agravou o quadro: dezembro registrou saldo negativo de 618 mil postos de trabalho com carteira assinada, o pior desempenho para o mês no período recente, influenciado pela sazonalidade do fim de ano e pela retirada de contratos temporários.
Todos os grandes setores econômicos terminaram o ano com saldos positivos, com destaque para o setor de serviços, que concentrou a maior parte das novas vagas, seguido pelo comércio e pela indústria. Regionalmente, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia lideraram em números absolutos de empregos gerados.
Analistas apontam que o resultado fraco pode estar ligado ao patamar elevado da taxa básica de juros (Selic) ao longo de 2025, que teria desestimulado investimentos e reduzido a dinâmica de contratações, apesar da baixa histórica na taxa de desemprego geral do país.
Informe Jacobina / Com informações de Gazeta do Povo