Elmar Nascimento vira aposta do Centrão na disputa por vaga no TCU

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A discussão pela sucessão do ministro baiano Aroldo Cedraz, que se aposentou do Tribunal de Contas da União (TCU) no último dia 25 de fevereiro, deflagrou uma disputa entre parlamentares do Centrão na Câmara dos Deputados e reacendeu o debate sobre a influência do governo Lula no Legislativo. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem apoiado o nome de Odair Cunha (PT-MG). O apoio acontece em meio a um acordo político firmado quando o Partido dos Trabalhadores decidiu apoiar Motta na disputa pela presidência da Casa.

No entanto, a indicação de Cunha enfrenta resistência da bancada do Centrão do Centrão por conta das comparações ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que tem conduzido processos e investigações relacionados às emendas parlamentares. Nos bastidores, o petista chegou a ser chamado por adversários de “novo Flávio Dino”, numa tentativa de associar sua eventual atuação no TCU a uma postura mais rigorosa no controle desses recursos.

O temor da ala do Centrão é que, ao assumir a vaga no TCU, Odair encampe uma ofensiva contra a obrigatoriedade das emendas, fortalecendo a influência do Palácio do Planalto na Câmara.

Com isso, alguns nomes surgem para enfrentar o nome do governo. O União Brasil lançou o baiano Elmar Nascimento, enquanto o PSD apresentou Hugo Leal (RJ). Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, aposta em Hélio Lopes (RJ).

Nos bastidores, o União Brasil e PSD avaliam a possibilidade de construir um acordo, que também conta com o PL, para unir forças em torno de um nome. Juntas, as bancadas desses três partidos somam 192 deputados, número suficiente para garantir vantagem em uma votação, em plenário, sem segundo turno.

A disputa está ligada a um temor do Centrão. A preocupação é que, caso seja reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve indicar mais três ministros ao TCU. A avaliação é que com a indicação de aliados, o governo pode acabar com a obrigatoriedade do pagamento das emendas parlamentares, fazendo o Planalto ter o controle total sobre o orçamento.

Fonte: Bahia. Ba

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