Paciente denuncia aplicação de soro vencido em hospital na Bahia

Uma grave denúncia de negligência médica no Hospital Municipal de Santo Estevão, centro norte da Bahia, mobilizou a opinião pública. Um paciente internado na unidade, teria recebido a aplicação de soro com o prazo de validade expirado.

O caso, que ganhou repercussão após registros fotográficos da medicação, levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança e armazenamento de insumos da instituição.

De acordo com as imagens que sustentam a denúncia, o produto utilizado teria vencido no último dia 21 de fevereiro. A aplicação, entretanto, ocorreu no dia 23, dois dias após o limite estabelecido pelo fabricante.

Ao questionar a equipe de plantão, a acompanhante do paciente teria ouvido de uma profissional que a utilização seria segura por até 30 dias após o vencimento — afirmação que contraria normas sanitárias básicas.

Reações adversas

Momentos após o início da aplicação, Clévio relatou mal-estar súbito.

Foi uma sensação estranha, queimação, falta de ar e dor no lado esquerdo. Eu estava ali confiando que estava sendo cuidado, desabafou.

O paciente, que ainda se recupera em casa, afirma sofrer com dores nos rins, dificuldade de urinar e dores nas pernas.

A gente vai ao hospital para melhorar, eu piorei, lamentou.

Embates políticos

A irmã da vítima, Any, que presenciou o ocorrido, manifestou profunda indignação com o tratamento recebido.

Ainda teve vereador que disse que a denúncia é Fake news. Só meu irmão sabe a dor que sentiu. Fake news é o que eu vi dentro daquele hospital, questionou Any, classificando a postura dos parlamentares e da gestão municipal como um descaso vergonhoso.

Pressão por respostas

A população de Santo Estevão cobra uma resposta oficial do prefeito Tiago Gomes Dias, conhecido como Tiago da Central (União Brasil).

Cresce a pressão para que o Executivo municipal instaure uma sindicância rigorosa para apurar a responsabilidade técnica pela administração do medicamento vencido.

Medidas administrativas devem ser tomadas contra os responsáveis pela supervisão da farmácia hospitalar.

A reportagem procurou a Prefeitura de Santo Estevão e ainda aguarda resposta aos questionamentos.

Fonte: A Tarde / Foto: Reprodução


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