Representantes do setor de combustíveis afirmaram que as medidas anunciadas pelo governo federal para tentar conter a alta do diesel são insuficientes para equilibrar o mercado. A avaliação é de que os incentivos anunciados não compensam a diferença entre os preços praticados no Brasil e as cotações internacionais do combustível.
Entre as ações divulgadas pelo governo está a redução de tributos federais e a concessão de subsídios a produtores e importadores, com a expectativa de reduzir em cerca de R$ 0,64 o valor do litro do diesel. A iniciativa foi apresentada como resposta à escalada do preço do petróleo no mercado global.
Apesar disso, agentes do mercado apontam que a diferença entre o preço cobrado nas refinarias da Petrobras e o valor de paridade de importação ainda é significativamente maior. Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), essa defasagem chegou a cerca de R$ 1,61 por litro em determinado momento, valor bem acima do desconto proporcionado pelas medidas oficiais.
Na avaliação de empresários e representantes do transporte, essa distorção pode desestimular importações e comprometer o abastecimento caso a pressão internacional sobre os preços do petróleo continue. O setor vinha cobrando do governo uma resposta emergencial diante do cenário de aumento dos combustíveis.
A disparada do diesel ocorre em um contexto de instabilidade no mercado global de energia, influenciado por tensões geopolíticas e pela valorização do petróleo, fatores que afetam diretamente países como o Brasil, que ainda dependem parcialmente da importação do combustível.
Informe Jacobina / Com informações de Política Livre