Após a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliados internacionais passaram a sinalizar apoio à iniciativa de proteção do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. No entanto, o respaldo, até o momento, ocorre mais no campo político do que com envio efetivo de forças militares.
A movimentação ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após o bloqueio do estreito em meio ao conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados. A interrupção da passagem marítima tem impacto direto no mercado global de energia, já que uma parcela significativa do petróleo mundial passa pela região.
Segundo relatos, países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão aderiram a uma declaração conjunta condenando ataques a embarcações e defendendo a reabertura da rota. Apesar disso, essas nações ainda resistem a participar de uma coalizão militar liderada pelos EUA, evitando o envio de navios de guerra neste momento.
A postura cautelosa reflete preocupações com uma possível escalada do conflito. Muitos governos temem que uma participação direta possa transformá-los em alvos do Irã, além de ampliar a instabilidade geopolítica na região.
Nos últimos dias, Trump vinha criticando a falta de engajamento dos aliados e cobrando maior participação de países que dependem da rota para abastecimento energético. A pressão surtiu efeito parcial, com avanços diplomáticos, mas ainda sem adesão militar concreta.
Enquanto isso, os Estados Unidos seguem articulando uma possível coalizão internacional para garantir a segurança da navegação no estreito, considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global.
Informe Jacobina / Com informações de Gazeta do Povo