Agro na Bahia é maior do que muitos estados do Nordeste

O agronegócio na Bahia é uma potência. Em 2025, o PIB do agronegócio foi de quase R$ 120 bilhões, o que representa, 22% do PIB total da Bahia. A participação da agropecuária na formação do PIB do Estado tem variado entre 22% e 24% e já chegou a representar 25% da economia estadual. Isso significa que a cada R$ 1 gerado na economia baiana, entre R$ 0,22 e R$ 0,25 vêm do agronegócio.

O crescimento real do PIB do agronegócio baiano em 2025 foi puxado pelo incremento na safra de grãos no estado, que elevou-se em 10,8%, segundo a Conab. O algodão e a soja, tiveram incremento de colheita de 16,3% e 16,5%, respectivamente, a produção de insumos cresceu 6% e a produção pecuária teve um incremento 4,2%.

O agronegócio engloba não apenas a produção agrícola e pecuária, mas também os insumos, fertilizantes, máquinas, a indústria de alimentos, o transporte e distribuição e outros segmentos. O agronegócio é muito maior que o PIB da agropecuária, que gera menos de 10% do PIB baiano.

Mas pode-se avaliar melhor a força do setor, comparando com outros estados do Nordeste. Em 2025, por exemplo, o PIB do agronegócio da Bahia foi maior do que o PIB total do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí e Sergipe, individualmente. E, se o PIB da Bahia em 2025 foi responsável pela geração de 1/3 do PIB gerado na região Nordeste, o PIB do agronegócio baiano já representa cerca de 8% da economia nordestina.

O agronegócio da Bahia não é apenas um setor, tem escala equivalente a um estado inteiro de porte médio do Nordeste. É uma economia maior que todos os estados nordestinos , com exceção de Bahia, Ceará, Pernambuco e Maranhão, e maior que todos os estados do Norte, a exceção de Amazonas e Pará.

Isso acontece porque o agronegócio baiano forma uma cadeia produtiva, que inclui produção, indústria de transformação, logística, processamento e exportação, além de transporte e serviços ligados ao agro e outros segmentos.

Em termos espaciais, a região Oeste se sobressaí e aí, como diria Pero Vaz de Caminha, em se plantando tudo dá, mas com irrigação. O Oeste responde por mais de 60% do agronegócio baiano, com uma agricultura altamente mecanizada, forte presença de grandes produtores, integração com mercados internacionais e logística voltada para exportação, em tudo semelhante à agricultura que se pratica em Mato Grosso e Goiás. Depois vem o Vale do São Francisco, com fruticultura irrigada de alta produtividade e a região do Litoral Sul, com enorme diversidade (café, cacau, reflorestamento e outros produtos). E em todo estado há a pecuária, que cresce a cada ano.

Por fim, vale lembrar, que quando o agronegócio cresce, dinamiza outros setores da economia, a exemplo do comércio e dos serviços. Quando se colhe uma boa safra no Oeste, as vendas no comércio e nas concessionárias de carros e máquinas agrícolas nas cidades registram crescimento exponencial. E, sob essa ótica, pode-se afirmar que o agronegócio é o segundo grande motor da economia baiana. A Bahia tem vocação para o agronegócio e sua produção já está entre as maiores do país.

Fonte: A Tarde / Foto: Valter Campanato

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