O cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD foram incluídos na nova atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A relação reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão após conclusão de processos administrativos.
Ao todo, 169 novos nomes passaram a integrar o cadastro, que agora soma cerca de 613 empregadores em todo o país. A lista é atualizada semestralmente e funciona como instrumento de transparência, sendo utilizada inclusive por instituições financeiras e empresas para análise de riscos.
No caso de Amado Batista, as autuações ocorreram em 2024, em propriedades rurais localizadas em Goiás. As fiscalizações identificaram trabalhadores submetidos a jornadas exaustivas e condições inadequadas de trabalho. A assessoria do artista informou que firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e que as obrigações trabalhistas foram regularizadas.
Já a BYD foi incluída na lista após fiscalização realizada durante a construção de uma fábrica em Camaçari, na Bahia. Segundo o MTE, trabalhadores estrangeiros foram encontrados em condições degradantes, com jornadas extensas e irregularidades contratuais. Parte deles foi resgatada durante as operações realizadas entre 2024 e 2025.
A inclusão no cadastro ocorre somente após esgotadas as possibilidades de defesa administrativa. Os nomes permanecem na lista por até dois anos, período em que podem sofrer restrições como dificuldade de acesso a crédito e contratos com grandes კომპანიас.
Criada em 2003, a “lista suja” é considerada uma das principais ferramentas de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil, ao dar visibilidade a casos já confirmados pelas autoridades trabalhistas.
Informe Jacobina / Com informações de Bahia.ba