O Irã voltou a restringir a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia, em resposta direta à manutenção do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos seus portos. A decisão foi anunciada por autoridades iranianas neste sábado (18) e marca uma nova escalada na crise entre os dois países.
De acordo com o governo iraniano, o controle da passagem marítima voltou a ser exercido de forma rigorosa pelas Forças Armadas, que condicionam a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas por Washington. A medida ocorre após declarações do presidente americano, Donald Trump, reafirmando que o bloqueio seguirá em vigor até que haja um acordo mais amplo com Teerã.
O Estreito de Ormuz é considerado estratégico por concentrar cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo, o que faz com que qualquer instabilidade na região tenha reflexos diretos nos preços internacionais da commodity e na economia global.
A decisão iraniana ocorre em meio ao impasse nas negociações diplomáticas e após um breve período de flexibilização da passagem de navios, iniciado com uma trégua temporária no conflito regional. Com o novo endurecimento, aumentam os temores de interrupções no abastecimento energético e de agravamento das tensões no Oriente Médio.
Especialistas apontam que o controle do estreito é um dos principais instrumentos de pressão do Irã diante das sanções e medidas militares adotadas pelos Estados Unidos, o que mantém o cenário internacional em alerta e amplia os riscos de instabilidade econômica global.
Informe Jacobina / Com informações InfoMoney