As recentes operações da Polícia Federal que atingem o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, ampliaram o desgaste político do ministro da Justiça, Wellington César, dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos bastidores de Brasília, integrantes da base governista passaram a atribuir ao ministro parte do desgaste provocado pelo avanço das investigações conduzidas pela PF, especialmente por envolver figuras consideradas estratégicas para o Palácio do Planalto. As críticas ganharam força diante da percepção de que as apurações têm produzido forte repercussão política em pleno ano eleitoral.
Jaques Wagner, um dos principais articuladores do governo no Senado, é apontado como um dos responsáveis por defender a indicação de Wellington César para o Ministério da Justiça. O senador também teve influência em nomeações anteriores do ministro para o comando do Ministério Público da Bahia.
A situação preocupa aliados do presidente porque tanto Wagner quanto outros nomes ligados ao governo enfrentam desdobramentos que podem impactar o ambiente político nacional nos próximos meses. A avaliação entre governistas é de que o avanço das investigações tende a aumentar a pressão sobre o ministro e sobre o próprio governo.
Nos bastidores, interlocutores do Planalto acompanham com atenção os próximos passos das operações e seus possíveis reflexos sobre a articulação política do Executivo no Congresso Nacional.
Informe Jacobina / Com informações de Diário do Poder