O partido Novo protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação que pede a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ambos candidatos à reeleição. A legenda também solicita que os dois sejam declarados inelegíveis por oito anos.
A ação foi apresentada no sábado (8) e sustenta que houve abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado no Carnaval deste ano. Segundo o partido, o evento teria sido utilizado para promover a imagem de Lula antes do início oficial da campanha eleitoral.
Na petição, o Novo afirma que a escola recebeu cerca de R$ 9,6 milhões em recursos públicos provenientes de diferentes esferas governamentais. Para a legenda, o desfile configurou um “showmício eleitoral” transmitido em rede nacional, o que teria proporcionado vantagem indevida à chapa presidencial.
O partido pede que o TSE determine a cassação do registro ou do diploma da candidatura de Lula e Alckmin, com base na legislação eleitoral que trata de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação durante o processo eleitoral.
A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retratou a trajetória política do presidente desde a infância em Pernambuco até os mandatos no Palácio do Planalto. A apresentação também incluiu referências a episódios da política nacional e a adversários do petista.
Até o momento, o Tribunal Superior Eleitoral ainda não analisou o mérito da ação. Integrantes do governo federal afirmam que a União não destinou recursos diretamente para a escola de samba nem participou da definição do enredo apresentado na Marquês de Sapucaí.
Informe Jacobina / Com informações do Metrópoles