Bolsonaristas convocam greve geral; caminhoneiros negam organizar atos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil | Por Redação

Pessoas envolvidas em manifestações antidemocráticas pró-Bolsonaro divulgaram um convite para o que chamam de greve geral dos caminhoneiros. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o movimento com ares de locaute (greve de empresas, hoje proibida pela legislação) vem sendo convocado por meio de redes sociais e nos grupos de WhatsApp e de Telegram. Representantes da categoria, por sua vez, negam a mobilização.

Na noite deste domingo (6), porém, balanço da PRF (Polícia Rodoviária Federal) aponta que os atos antidemocráticos estão chegando praticamente ao fim nas estradas, com apenas dois pontos de bloqueio parcial em rodovias do país. O estado de Rondônia voltou a registrar uma interdição em rodovias federais por manifestantes neste domingo. As interdições ocorrem em Vilhena (RO) e Altamira (PA). A PRF já acabou com mais de mil bloqueios desde o último domingo (30).

Nesses grupos, vem sendo amplamente divulgada a mentira de que há comprovação ou fortes indícios de que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha sido obtida mediante fraude eleitoral.


Inicialmente espalhadas por rodovias em diversos estados, as manifestações passaram a se concentrar em frente aos comandos do Exército nas cidades, onde bolsonaristas inconformados com os resultados das urnas pedem "intervenção federal" e "intervenção militar". Neste domingo (6), manifestantes que estavam em frente ao Quartel Geral do Exército, em Brasília, falavam sobre a possibilidade de uma greve geral. Havia apenas uma centena de participantes no local.

Segundo as mensagens, a organização estaria sendo feita pelo MNRC (Movimento Nacional de Resistência Civil), grupo que pede a impugnação das eleições e a destituição de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Feche sua empresa, indústria, fábrica e comércio e vamos lutar contra a instalação do comunismo", diz o convite distribuído nesta sexta

De acordo com a Folha, Wallace Landim, o Chorão, também afirma que vídeos antigos, do 7 de setembro, estão sendo reaproveitados para inflamar manifestações que não têm qualquer organização de grupos ligados a caminhoneiros. Ele diz que o que se "vê são atos organizados junto a empresas nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso" e que "90% dos caminhões de empresas que aparecem nos vídeos são ligadas ao agro".

Ele disse estar triste em ver que empresários, políticos e outros apoiadores de Bolsonaro estão usando "o nome do movimento dos caminhoneiros, por causa da força que a gente tem, para promover atos antidemocráticos", comentou. "O que estamos vendo é um risco de locaute."

Fonte: Varela Net

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