Moraes autoriza prisão domiciliar para Jair Bolsonaro por 90 dias

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aparece na porta de sua casa, durante sua prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, em 21 de novembro — Foto: Mateus Bonomi/Reuters

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar por 90 dias para tratar um quadro de broncopneumonia. Após esse período, a situação será reavaliada pela Corte.

A decisão atende a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou favorável à flexibilização do regime em razão do estado de saúde do ex-presidente. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava detido no Complexo da Papuda, em Brasília.

No dia 13 de março, ele deixou a unidade prisional após apresentar complicações respiratórias e precisar de internação. Bolsonaro foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular, onde tratou uma pneumonia decorrente de broncoaspiração.

De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado nesta terça-feira (23), o ex-presidente apresenta evolução favorável e está clinicamente estável. A expectativa é de que ele receba alta da UTI nas próximas horas, caso o quadro continue evoluindo de forma satisfatória.

Apesar da melhora, médicos apontam que a recuperação ainda é lenta e exige cuidados contínuos. Essa não é a primeira vez que Bolsonaro apresenta problemas de saúde durante o período de prisão, com registros de outros episódios que exigiram atendimento médico.

Com a autorização da prisão domiciliar, Bolsonaro deverá permanecer em casa durante o período de tratamento, seguindo as determinações judiciais, enquanto o STF acompanha a evolução do seu estado de saúde.

Em decisões anteriores, Moraes já havia negado pedidos semelhantes de prisão domiciliar, sob o argumento de que a medida é excepcional e de que, naquele momento, o ex-presidente não atendia aos requisitos necessários. Na ocasião, também foi destacado que Bolsonaro mantinha rotina ativa de visitas, inclusive de aliados políticos.

Durante o período em que esteve custodiado na Papuda, o ex-presidente recebeu acompanhamento médico frequente, com atendimentos regulares realizados por profissionais da unidade prisional e por médicos particulares, o que foi levado em consideração nas avaliações sobre seu estado de saúde.

Fonte: G1

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