Soldados denunciam tortura e abuso sexual dentro de quartel; vítima foi atacada enquanto dormia

Vítimas pedem a abertura de Inquérito Policial Militar, buscando responsabilizações mais severas além das punições administrativas já aplicadas |Reprodução / Google Street View


Dois soldados do Exército denunciaram episódios de violência e abuso dentro do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz), em Maceió. As representações foram encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público Militar (MPM) e tratam de ocorrências registradas em julho e setembro do ano passado.

Relatos de agressão e exposição
Na primeira denúncia, o militar afirma que foi levado por colegas até uma câmara fria dentro do quartel, onde teria sido obrigado a se despir e permanecer sob baixas temperaturas. Ele também relata agressões físicas durante a ação.

Já o segundo caso envolve um episódio ocorrido no alojamento. Segundo o relato, o soldado dormia quando foi alvo de um ato libidinoso por parte de outro militar, que teria exposto o órgão genital e encostado no rosto da vítima. Um terceiro envolvido teria gravado a cena, que acabou circulando entre integrantes da unidade.

Apuração interna e punições
Em nota, o comando do batalhão informou que abriu sindicâncias assim que tomou conhecimento dos fatos, nos dias 25 de julho e 29 de setembro de 2025, para apurar as circunstâncias e responsabilidades.

Ainda segundo a unidade, a investigação interna foi concluída em dezembro, com a aplicação de punições a cinco militares. Entre as sanções estão prisão disciplinar e desligamento do serviço ativo.

O batalhão afirmou que não tolera condutas que violem a dignidade humana e reforçou o compromisso com a formação dos militares “com base no respeito e na legalidade”.

Caso pode avançar na esfera criminal
Apesar das medidas administrativas, as vítimas pedem a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM), o que pode resultar em responsabilizações mais severas do que as já aplicadas internamente.

O Ministério Público Federal informou que recebeu a denúncia e analisa o caso. Já o Ministério Público Militar não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Fonte: BNews

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