Ministro da Saúde rebate protestos contra suspensão de produtos da Ypê pela Anvisa


Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu às publicações feitas nas redes sociais contra a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária de suspender produtos da marca Ypê. A medida foi tomada após a identificação de risco sanitário causado por contaminação bacteriana em lotes com numeração final 1, incluindo detergentes da empresa. Para o ministro, os vídeos tentam politizar uma decisão baseada em critérios técnicos.

Padilha destacou que a Anvisa atua de forma independente e negou qualquer motivação partidária na fiscalização. A reação ocorre após grupos ligados ao bolsonarismo afirmarem que a suspensão seria uma tentativa de atacar a empresa, já que a família controladora da Ypê realizou doações à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.

Nas redes sociais, apoiadores da marca divulgaram vídeos utilizando os produtos de diferentes maneiras, incluindo lavando o rosto, tomando banho e até ingerindo itens da linha de limpeza, em forma de protesto contra a decisão da agência.

“A acusação de perseguição a empresa não faz nenhum sentido. A inspeção que encontrou irregularidades na fábrica foi feita por técnicos da Anvisa com a vigilância sanitária do governo do Estado de São Paulo, que não é do PT, e da prefeitura de Amparo, que não foi indicada pelo presidente Lula. E o diretor da Anvisa, responsável por essa área, foi indicado pelo governo Bolsonaro”, disse Padilha.

O ministro também ressaltou que a medida tem como objetivo evitar riscos à saúde da população e alertou para os perigos relacionados à bactéria encontrada nos produtos.

“Ninguém está tentando destruir empresa nenhuma. Estamos falando de um risco sério. A bactéria que foi encontrada em produtos pode desenvolver resistência antibiótica. Não dá para arriscar”, acrescentou o ministro.

Fonte: Varela Net

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