Operação Fariseus investiga família suspeita de usar projeto religioso para favorecer Facção


A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Fariseus para desarticular um esquema que, segundo as investigações, utilizava um projeto religioso como fachada para prestar apoio à facção criminosa Comando Vermelho (CV). A ação revelou uma suposta rede formada por integrantes de uma mesma família, acusada de atuar como intermediária entre criminosos presos, foragidos e lideranças da organização.

Durante a operação, a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida teve a prisão preventiva decretada. Já seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, foram alvo de mandados de busca e apreensão. A investigação aponta que o grupo utilizava o projeto religioso Resgatando Vidas para obter acesso a unidades prisionais, onde mantinha contato com integrantes da facção e, conforme a polícia, transmitia mensagens entre detentos e criminosos em liberdade.

Segundo a Polícia Civil, a quebra de sigilo telemático e bancário revelou fotografias e vídeos que mostram investigados ao lado de criminosos foragidos em comunidades do Rio de Janeiro. Em algumas imagens, também aparecem armas de fogo e pessoas apontadas como integrantes do Comando Vermelho.

As investigações indicam ainda que a família movimentava recursos financeiros da facção por meio de contas bancárias de familiares e terceiros, em um esquema que teria como objetivo ocultar a origem ilícita do dinheiro. A polícia suspeita que parte desses valores foi utilizada para custear viagens, compra de veículos e despesas pessoais.

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a Justiça autorizou buscas, apreensão de aparelhos eletrônicos, quebra de sigilos e determinou a suspensão temporária da autorização para que os investigados ingressem em unidades prisionais por meio de projetos religiosos. O material recolhido será analisado para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as investigações.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, tortura e corrupção de menores. Até o momento, a defesa de Rhavenna informou que ainda não teve acesso integral ao processo e, por isso, não se manifestará sobre as acusações. A defesa dos demais investigados não havia se pronunciado até a publicação das informações.

Fonte: Primeira Pagina

Atenção: os artigos deste portal não são de nossa autoria e responsabilidade.
Nós não produzimos e nem escrevemos esse artigo qual você esta lendo.

Entenda: nosso site utiliza uma tecnologia de indexação, assim como o 'Google News', incorporando de forma automática as notícias de Jacobina e Região.
Nossa proposta é preservar a história de Jacobina através da preservação dos artigos/relatos/histórias produzidas na internet. Também utilizamos a nossa plataforma para combater a desinformação nas redes (FakeNews).

Confira a postagem original deste artigo em: https://www.augustourgente.com.br/

Em conformidade com às disposições da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) e às demais normas vigentes aplicáveis, respeitando os princípios legais, nosso site não armazena dados pessoais, somente utilizamos cookies para fornecer uma melhor experiência de navegação.