O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, pagou R$ 600 mil à empresa Elytron, de cibersegurança, segundo reportagem do Intercept Brasil publicada nesta sexta-feira (16). Documentos obtidos pelo veículo indicam que a companhia ofereceu, nos Estados Unidos, um sistema de inteligência artificial voltado a operações clandestinas de influência política.
A ferramenta previa o mapeamento de eleitores, a criação de perfis falsos nas redes sociais, a disseminação de boatos e o uso de técnicas para desacreditar adversários. O partido de Flávio também declarou ter pago R$ 131,9 mil a empresa.
Os documentos foram entregues por Vincent Edward Reed, ex-consultor da Elytron, que afirmou ter rompido com a companhia por considerar a tecnologia preocupante do ponto de vista ético e legal. Ele também relatou ter procurado autoridades americanas, mas as apurações não avançaram.
Os pagamentos da campanha aparecem na prestação de contas eleitoral como serviços de consultoria em tecnologia da informação. A equipe de Flávio negou a contratação de serviços ilegais e afirmou que o trabalho teve como objetivo proteger os sistemas de comunicação contra ataques cibernéticos.
Fonte: BNews
