Presidente do Sindicato das Funerárias explica como deve ser sepultamento de vítimas da Covid-19

Numa época de grandes esforços do país na luta contra o novo coronavírus, quem lida diretamente com a morte também precisa se atentar aos cuidados necessários para evitar contaminações. Com o aumento de casos e óbitos no país pela Covid-19, as funerárias começaram a tomar medidas de segurança para proteger funcionários no processo de liberação dos corpos e as ações passam pelo aumento de equipamentos especiais para os agentes, além do contato mínimo com parentes dos mortos, segundo Carlos Brandão de Melo, presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Estado da Bahia (Sindef-BA).

Ao falar para o Calila Notícias, Brandão relatou ter recebido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde, a recomendação para que os sepultamentos das vítimas da Covid-19 fossem feitos sem velório, evitando aglomeração de pessoas.

Em entrevista a repórter do Calila News, Vilmara de Assis, o presidente da Sindef-Ba, confessou que até o momento a situação não chega a preocupar o sistema funerário, pelo contrário, a produção de urnas pode triplicar. O que tem preocupado é sistema de cemitérios, principalmente naquelas áreas consideradas como zona quente, ou seja, onde tem mais números de UTIs. Ouça

Brandão garantiu que a maioria das funerárias já aderiu às medidas de segurança no caso de morte por Covid-19 e os funcionários estão sendo obrigados a usar macacão, máscaras, luvas, óculos de proteção e não fazer a tanatopraxia, ou seja, aquela técnica de conservação dos cadáveres, já que não haverá velório. Ouça

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesab), emitiu nota técnica para o Sindicato das Empresas Funerárias da Bahia (Sidef) no sentido de orientar os técnicos de autópsia e outros trabalhadores funerários sobre as medidas a serem adotadas no manejo de corpos durante a pandemia do novo coronavírus. “Todo o ambiente, maca e o veículo de transporte do cadáver devem ser submetidos à desinfecção antes e após cada utilização”, concluiu Brandão.

Velórios e sepultamentos – Sobre a limitação de pessoas nos velórios, a SESAB sugeriu ás empresas funerárias que permitissem a participação de, no máximo, 10 pessoas por vez dentro da sala de velório, visando evitar a disseminação do coronavírus e restrição não se dá pelo risco biológico, mas pela contra indicação de aglomeração.

Pessoas vulneráveis (a partir dos 60 anos, crianças, grávidas, com doenças crônicas), segundo o texto da SESAB, não devem participar de funerais. Se for imprescindível a presença de um sintomático respiratório, a Sesab indica que a pessoa utilize máscara cirúrgica e permaneça no local o mínimo de tempo possível.

Vítima da Covid -19 de Capim Grosso foi sepultado em Junco distrito de Jacobina | Foto: Augusto Urgente

Nos casos confirmados de coronavírus, fica proibida a prática de formolização e embalsamento. A orientação é que o corpo seja cremado, mas o caixão deverá permanecer fechado no velório. O órgão orienta, ainda, sobre os casos de morte em domicílio, instituições de longa permanência ou espaços públicos, onde quem reporta o óbito não pode manipular ou manter contato direto com o corpo.

Ainda de acordo com o texto, o reconhecimento do corpo de vítima do coronavírus em unidade hospitalar só pode ser feito por uma pessoa, respeitando a distância de dois metros. Em caso de estrutura deficiente, o procedimento será feito por fotografias. Essas e outras medidas serão esclarecidas aos responsáveis das funerárias de todo o estado, por meio de videoconferência, com data a ser marcada.

Número da casos no Brasil da Covid-19 neste sábado, 25, chegou a 58.509 e 4.016 óbitos .

Já na Bahia, foram 2.116 casos confirmados e 72 óbitos 

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