Academia de super-ricos cobra até R$ 7 mil por mês e tem aparelhos que treinam o cérebro

A Faria Lima é o principal centro financeiro de São Paulo e um dos redutos de luxo mais conhecidos da capital paulistana. A esquina da Rebouças com a Faria Lima ganhou uma nova academia com um conceito que foge do conceito tradicional de treino.

O VICCI Studio aposta em exercícios físicos com estímulos cognitivos em uma abordagem voltada à mobilidade, recuperação e longevidade. A mensalidade de R$ 7 mil por mes parece não intimidar o público que deseja treinar na academia.

Por lá, nada de esteiras e dezenas de halteres. Os alunos treinam em equipamentos que desafiam o equilíbrio, os reflexos e a coordenação.

Segundo reportagem publicada no portal Seu Dinheiro, as esteiras inclinam para os lados, simulando terrenos irregulares. Durante os exercícios, plataformas mudam de posição para tirar o corpo da zona de conforto.

Além disso, um saco de boxe acende luzes que indicam, em segundos, onde o próximo golpe deve ser aplicado. Já pesos preenchidos com líquido alteram o centro de gravidade, exigindo estabilização contínua dos movimentos.

O estúdio com investimento inicial de R$ 8 milhões, tem como público-alvo executivos, empresários, atletas e pessoas interessadas em investir em performance.

Outra novidade, segundo a reportagem, é que os aparelhos foram desenvolvidos para provocar respostas neuromusculares através de estímulos imprevisíveis, simulando situações que dificilmente acontecem em uma academia convencional.

A exemplo disso, um painel luminoso desafia o aluno a reagir a estímulos visuais, treinando foco, agilidade e tempo de resposta. Já os trabalhos de força trabalham com instabilidade controlada para ampliar a consciência corporal e tornar os movimentos eficientes.

O estúdio oferece ainda o Amp System, equipamento com resistência digital e inteligência artificial que cria treinos personalizados, ajusta a carga automaticamente durante os exercícios e acompanha o desempenho em tempo real.

O método usado na academia vem da experiência de André Trombini no esporte esporte de alto rendimento. O estúdio integra ainda informações coletadas por dispositivos como Apple Watch, Garmin, Whoop, Oura Ring e outros wearables.

Até mesmo o atendimento segue uma lógica diferente da adotada pelas grandes redes. No máximo quatro alunos, que treinam durante 50 minutos com acompanhamento próximo dos profissionais.

A pessoa que contratar o plano de R$ 7 mil pode frequentar as aulas diariamente, e já existe fila de espera, segundo a empresa. Nos primeiros dias de aula, a equipe avalia a mobilidade, limitações físicas, histórico de lesões e objetivos individuais para montar um protocolo personalizado. A empresa pretende ainda instalar uma banheira de gelo para ampliar a estrutura de recuperação muscular.

O estúdio ainda investe na experiência dos clientes. O espaço oferece café, frutas e bebidas à vontade, água com gás, armários com senha e banheiros equipados com secadores Dyson e amenities da Trousseau.

Fonte: Correio

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