Ultimato nuclear: Pentágono diz que EUA vão “tomar” estoque do Irã


Menos de 24 horas após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão, o Pentágono elevou novamente o tom contra Teerã. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira, 8, que o Irã terá de entregar seu estoque de urânio altamente enriquecido, sob pena de os Estados Unidos o "tomarem" à força.

A declaração, feita durante coletiva no Pentágono, ignora a trégua temporária e foca no objetivo central da administração Trump: o desarmamento nuclear total do regime iraniano.

"Estamos de olho. Sabemos o que eles têm, e eles vão entregar. Se for preciso, façamos por todos os meios necessários", declarou Hegseth.

Ameaça de novos bombardeios

Hegseth sugeriu que o exército americano está pronto para repetir a operação de junho de 2025, quando os EUA bombardearam as instalações de Fordow, Natanz e Isfahan. Na ocasião, bombardeiros B-2 foram utilizados para atingir bunkers profundamente enterrados.

O secretário não detalhou se a "tomada" do urânio envolveria uma invasão terrestre — possibilidade levantada anteriormente pelo Wall Street Journal para a extração de cerca de 450 quilos de material — ou novos ataques aéreos cirúrgicos.

"O presidente foi claro: não haverá armas nucleares iranianas. Ponto final", reforçou.

Cessar-fogo sob pressão

Embora Donald Trump tenha anunciado a suspensão dos ataques por 14 dias para negociar uma proposta de 10 pontos, a fala de Hegseth indica que a prontidão militar continua máxima. Os termos do acordo, segundo o Pentágono, incluem:

  • Remoção de material nuclear: Todo urânio que o Irã "não deveria possuir" deve ser retirado do país;
  • Abertura de Ormuz: Garantia de trânsito seguro pelo Estreito, monitorado pelas forças americanas;
  • Desenterrar a "poeira": Trump afirmou em rede social que trabalhará com o Irã para remover vestígios nucleares de locais já bombardeados.
A Tarde

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