A morte da produtora de eventos Juliana Guaraldi, de 39 anos, continua cercada de novos desdobramentos. Informações recentes revelam detalhes da relação entre a vítima e o ex-marido, Daniel Carlos Sobreira de Souza, conhecido como DJ Danka, apontado como principal suspeito do crime e encontrado morto dias depois.
Antes da tragédia, os dois ainda apareciam juntos em publicações nas redes sociais. Em um dos registros compartilhados no Instagram, Juliana comentou um momento de descanso ao lado do DJ.
“Sexta f. 13 / sexta de carnaval. Estamos aqui bemmmmm tranquilinhos curtindo o paraíso em que moramos, descansando, se curtindo e reenergizando”, escreveu a produtora na legenda da postagem.
Confira publicações:
Discussão antes do crime
Segundo informações divulgadas pelo g1, o relacionamento entre os dois já apresentava sinais de desgaste. Dias antes da morte de Juliana, o casal teria discutido durante uma festa em Porto Seguro, no sul da Bahia. Durante a confusão, Daniel acabou sendo agredido por outras pessoas presentes no evento.
O corpo da produtora foi encontrado dentro da casa onde morava, no distrito de Arraial d’Ajuda, na última sexta-feira (10). A vítima apresentava sinais de violência e já estava em estado avançado de decomposição, o que levou a Polícia Civil a investigar o caso como possível feminicídio.
Vídeos e negação nas redes sociais
Horas após a repercussão do caso, Daniel publicou vídeos nas redes sociais negando qualquer envolvimento no crime. Nas gravações, ele afirmou que já estava em outra cidade no momento em que Juliana teria sido morta.
“Eu não estava presente no fato […] não estava em Arraial d’Ajuda, já estava em Goiânia. Tenho comprovações”, declarou. Em outro momento, ele mencionou o fim do relacionamento e divergências relacionadas à empresa que os dois administravam juntos.
Apesar das declarações, a Justiça chegou a decretar a prisão preventiva do DJ durante o avanço das investigações. No entanto, antes que o mandado fosse cumprido, Daniel foi encontrado morto no domingo (12), na cidade de Goiânia.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi um boletim de ocorrência registrado por Daniel após o desaparecimento de Juliana. O suspeito afirmou ter sido vítima de roubo e agressão, mas a polícia constatou que o celular dele continuou sendo utilizado no período, com indícios de alterações no aparelho.
Juliana estava desaparecida desde o dia 7 de abril e foi encontrada morta três dias depois. A polícia acredita que o crime pode ter ocorrido no mesmo dia do desaparecimento, mas a confirmação depende do laudo da necropsia.
O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil, com atuação da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), e continua gerando forte comoção em Porto Seguro e região.
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