A violência armada voltou a atingir com força adolescentes em Salvador e na região metropolitana. Dados do Instituto Fogo Cruzado apontam que o número de jovens baleados cresceu 80% em março de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, nove adolescentes foram atingidos por disparos de arma de fogo no mês — sete morreram e dois ficaram feridos. Em março de 2025, haviam sido registrados cinco casos, o que evidencia o avanço da violência contra esse grupo.
Entre os episódios mais marcantes está o assassinato de Beatriz Caroline Bispo dos Santos e Priscila da Silva dos Santos, ambas de 16 anos. As duas foram mortas no dia 11, no bairro de São Marcos, após homens armados invadirem a casa onde estavam, na Rua Santa Rita. O levantamento também mostra a dimensão da violência no mês. Foram registrados 111 tiroteios em Salvador e RMS, com o mesmo número de pessoas baleadas: 89 não resistiram aos ferimentos e 22 sobreviveram.
Parte dessas ocorrências aconteceu durante ações policiais. Foram 50 registros nesse contexto, número 9% menor do que o observado em março de 2025, quando houve 55 casos. Outro dado que chama atenção é a manutenção da violência dentro de residências. Em março deste ano, 14 pessoas foram baleadas em casa — 11 morreram e três ficaram feridas. No mesmo mês do ano anterior, 13 pessoas haviam sido mortas em situações semelhantes.
As ocorrências durante perseguições também cresceram de forma expressiva. Foram 15 casos registrados em março, com 13 mortes e 12 feridos. No mesmo período de 2025, apenas dois episódios desse tipo haviam sido contabilizados. A escalada da violência também atingiu agentes de segurança. Seis profissionais foram baleados em março, sendo três mortos e três feridos. Com isso, o total de agentes atingidos por disparos no primeiro trimestre de 2026 chega a 16 vítimas na região.
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