PMs são condenados a 38 anos de prisão por mortes de professores na Bahia


Dois policiais militares foram condenados pelo Tribunal do Júri de Itabuna a mais de 38 anos de prisão cada um por envolvimento em dois homicídios ocorridos em setembro de 2009, no município de Porto Seguro. A sentença foi publicada nesta quarta-feira, 6, e também determinou a perda dos cargos públicos exercidos pelos réus na Polícia Militar da Bahia.

Os condenados são Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa. Conforme a decisão, cada um recebeu pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo homicídio de Álvaro Henrique Santos e mais 16 anos, sete meses e 15 dias pelo assassinato de Elisney Pereira Santos. Somadas, as penas chegam a 38 anos e seis meses de prisão para cada acusado. As duas vítimas eram professores.

Vítimas de emboscada

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia, no dia do crime, os educadores foram vítimas de uma emboscada quando homens armados invadiram a residência de Álvaro e renderam familiares da vítima. Conforme os autos, a mãe de Álvaro foi obrigada a telefonar para o filho sob a alegação de que o filho dele, estaria passando mal.

Ao chegar ao imóvel acompanhado de Elisney Pereira Santos, Álvaro foi surpreendido pelos executores e morto a tiros. Segundo a acusação, Elisney também foi assassinado para garantir o êxito da ação criminosa e evitar testemunhas.

O que motivou o crime

A denúncia sustenta que o assassinato de Álvaro teria sido motivado por denúncias feitas por ele sobre supostas irregularidades e desvios de verbas públicas na administração municipal de Itabuna.

O Ministério Público apontou ainda que os policiais condenados atuaram como mandantes e articuladores do crime, sendo responsáveis por recrutar os executores e dar suporte à ação.

Na sentença, o magistrado destacou que a atuação dos réus foi incompatível com o exercício da função policial militar e afirmou que houve violação dos princípios que regem a corporação.

A Tarde

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