O plano da Seleção Brasileira para uma possível disputa de pênaltis na Copa do Mundo


A classificação sofrida da Seleção Brasileira diante do Japão poderia ter sido decidida nas penalidades e, nos bastidores, a comissão técnica já tinha um plano traçado para esse cenário. Entre as definições, o atacante Neymar Jr. abriria a sequência de cobranças, segundo informações do colunista Marcel Rizzo, do Estadão.

Recuperado de uma lesão na panturrilha direita após passar boa parte da preparação em tratamento, o camisa 10 voltou a treinar normalmente e seria acionado durante a partida justamente para assumir protagonismo em uma eventual disputa. 

Considerado um dos principais especialistas do elenco no fundamento, Neymar teria a responsabilidade de cobrar o primeiro pênalti, diferente do que aconteceu na Copa do Mundo de 2022, contra a Croácia. Ao lado dele, outro nome aparecia como presença praticamente certa entre os cinco cobradores: o centroavante Igor Thiago. 



Ainda segundo Rizzo, entre os atletas que permaneceram em campo sobre o Japão, Endrick, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli surgiam como opções fortes para completar a lista inicial. Vinícius Júnior, apesar de não ter histórico como cobrador especialista, também passou a dedicar atenção ao fundamento nos trabalhos recentes.

A tendência é que o planejamento seja mantido caso o Brasil precise decidir a vaga nos pênaltis diante da Noruega, no próximo domingo (5), às 17h, em East Rutherford, ou em etapas posteriores da Copa do Mundo, caso avance.

Ainda assim, a definição final dependeria do contexto da partida e da avaliação da comissão técnica momentos antes das cobranças. O estado emocional dos atletas e o nível de confiança de cada um seriam fatores considerados para montar a ordem.

Marquinhos, que desperdiçou uma cobrança na eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, também aparece como alternativa após apresentar bom desempenho nos treinamentos. 

Já Raphinha, atualmente lesionado, e Casemiro, que havia deixado o campo contra o Japão, figurariam entre os nomes prioritários caso estivessem disponíveis. A preocupação com esse tipo de cenário ganhou ainda mais força após episódios recentes da Seleção. 

Em 2022, o Brasil caiu diante da Croácia por 4 a 2 nos pênaltis e Neymar sequer chegou a cobrar, já que estava reservado para a quinta tentativa, decisão que gerou críticas ao então técnico Tite.

Pouco antes de assumir o comando da Seleção, em março de 2025, Carlo Ancelotti revelou um episódio vivido no Real Madrid que ajuda a explicar sua filosofia em disputas decisivas. Em uma série de pênaltis contra o Atlético de Madrid, o treinador optou por escalar o zagueiro Antônio Rüdiger em vez de Endrick ao perceber maior tensão emocional do brasileiro naquele momento. 

Historicamente, o Brasil já participou de cinco decisões por pênaltis em Copas do Mundo, conquistou três classificações e sofreu duas eliminações. O momento mais marcante ocorreu em 1994, nos Estados Unidos, quando venceu a Itália na final e garantiu o tetracampeonato. As eliminações aconteceram diante da França, em 1986, e da Croácia, em 2022.

BNews

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