Os animais, assim como os humanos, têm acesso à tecnologia e podem ser impactados pelo uso excessivo de telas.
Nas redes sociais, um vídeo de um macaco-rhesus assistindo a vídeos em um celular, na cidade de Vrindavan, na Índia, acendeu o alerta sobre a possibilidade de os animais desenvolverem vício em telas.
Atualmente, o mercado pet conta com jogos e serviços de streaming desenvolvidos para o uso dos animais. No entanto, o uso excessivo de telas pode impactar negativamente o comportamento e a saúde mental dos animais.
Com a falta de recompensa física e o vício em tecnologias, o ciclo biológico de predação natural como localizar, espreitar, perseguir, abater e comer, é interrompido, pois o animal nunca sente fisicamente a presa sob suas patas.
De acordo com especialistas, esse processo gera um pico de dopamina sem a liberação subsequente de serotonina. A longo prazo, esse estímulo visual constante e sem resolução física pode causar vício, comportamentos obsessivos ou agressividade redirecionada.
Benefícios da tecnologia para os animais
Embora os vícios em telas possam gerar impactos negativos nos comportamentos dos animais, o uso de tecnologias pode trazer benefícios para o comportamento do pet.
O uso das telas como um “ruído branco visual” podem ajudar a acalmar cães reativos a barulhos de rua, pois imagens de natureza criam uma barreira sensorial.
No entanto, especialistas também destacam que o uso de música clássica ou frequências de relaxamento é estatisticamente mais eficaz para diminuir o cortisol do que apenas a imagem.
Assim como nos humanos, as telas podem educar e acalmar, mas também podem irritar e frustrar os animais. Com isso, é indicado que o tempo de tela seja estritamente limitado, que se priorizem atividades voltadas ao olfato e que o ambiente digital nunca substitua os gastos de energia física e as brincadeiras diretas.
A Tarde
