Célula do CV suspeita de arrancar R$169 mil de vítima sob ameaça em esquema criminoso é presa pela polícia


Uma célula do Comando Vermelho (CV) investigada por extorquir cerca de R$169 mil de uma vítima é alvo da Operação Nocaute, deflagrada nesta sexta-feira (18). A ação é realizada em Mato Grosso e no Rio de Janeiro e cumpre 51 ordens judiciais contra integrantes do grupo.

A operação reúne 11 mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão, 13 medidas de quebra de sigilos telefônico e telemático e 14 ordens de sequestro de bens e valores. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias. Os investigados são suspeitos de envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Em Mato Grosso, a operação ocorre nas cidades de Sinop, Feliz Natal e Cuiabá. No Rio de Janeiro, os mandados são cumpridos na capital e em Nova Iguaçu. Uma mulher apontada pela investigação como integrante da célula foi presa no estado fluminense.

Durante uma das ações em Feliz Natal, os policiais localizaram um Nissan Kicks que havia sido roubado em dezembro de 2024. Também foi apreendido o motor de um Honda HR-V com registro de roubo. O suspeito que estava no imóvel teve a prisão preventiva cumprida e ainda foi autuado em flagrante por receptação. Em outro endereço, os agentes encontraram R$ 8 mil em dinheiro.

Investigação

A apuração teve origem em um inquérito conduzido pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e representa um desdobramento da Operação Primum, realizada em novembro de 2025.

Após a primeira ofensiva, os investigadores ampliaram a análise das movimentações bancárias e dos dados telemáticos dos envolvidos. O trabalho permitiu separar o inquérito e identificar individualmente as condutas atribuídas aos suspeitos, dando base aos pedidos das medidas judiciais cumpridas nesta sexta.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima teria sido coagida sob grave ameaça a realizar transferências bancárias que chegaram a aproximadamente R$169 mil. Inicialmente, o dinheiro foi enviado para contas de dois suspeitos. Depois, os valores teriam sido distribuídos para outras pessoas relacionadas à facção.

Para a investigação, o fluxo financeiro ajudou a identificar a estrutura da célula, que teria integrantes com funções distintas, incluindo articuladores, executores e responsáveis pelo suporte logístico e financeiro.

BNews

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