Dois homens foram denunciados pela Justiça federal dos Estados Unidos por envolvimento no caso de uma estudante que foi drogada e estuprada dentro de um dormitório do Fashion Institute of Technology, instituição vinculada à Universidade Estadual de Nova York. Segundo a acusação, a jovem recebeu fentanil, substância que a deixou inconsciente e provocou sua morte dias depois.
Moises Freire, de 19 anos, responde por suspeita de participação em uma conspiração para distribuir fentanil e por distribuir uma substância letal com a intenção de cometer estupro. Já Brian Peralta Cabrera, de 18 anos, foi acusado de conspiração para o tráfico de drogas. Ambos se declararam inocentes das acusações.
De acordo com os promotores, Freire levou a droga ao dormitório em 18 de março e afirmou à estudante e a uma colega que o conteúdo era cocaína. As duas teriam consumido a substância e perdido a consciência pouco depois. Ainda segundo a denúncia, ambas foram estupradas durante o episódio.
Uma das vítimas entrou em coma e morreu em 21 de março, três dias após o ocorrido. Um terceiro envolvido no caso, Harry Rosales Pino, se declarou culpado, em setembro, da acusação de conspiração para distribuir narcóticos que resultaram em morte e lesões corporais graves. A sentença dele está prevista para dezembro.
Caso em Cornell também envolve denúncia de estupro
O episódio ganhou repercussão em meio a outra denúncia de violência sexual registrada na Universidade Cornell, instituição de prestígio localizada em Nova York. Uma mulher afirmou ter sido drogada e estuprada por um grupo de homens em uma casa de fraternidade ligada à universidade.
No mês passado, a mulher, identificada judicialmente como Jane Doe, entrou com uma ação civil contra a instituição. No processo, ela acusa a universidade de não ter garantido sua proteção nem responsabilizado os supostos envolvidos. O presidente da Cornell, Michael Kotlikoff, classificou as alegações como “profundamente perturbadoras” e afirmou que a instituição pretende investigar o caso.
Precisamos fomentar uma cultura em que o abuso sexual seja indesculpável e garantir que nossa comunidade esteja empoderada e compreenda o consentimento informado”, declarou Kotlikoff.
BNews
