“É melhor ser doido que ser ladrão”: Isidório relembra episódio com ACM Neto que inspirou jingle político


O deputado federal reeleito Pastor Isidório (Avante) relembrou, nesta quinta-feira (5), o episódio que deu origem ao jingle que se tornou uma das marcas de sua trajetória política. Em entrevista ao programa BNEWS Agora, da Itapoan FM, o parlamentar contou que a inspiração surgiu durante um comício em Candeias, em 2002, quando afirmou ter sido alvo de comentários depreciativos do então candidato a deputado federal ACM Neto (União Brasil).

Segundo Isidório, ele estava no evento carregando um botijão de gás nas costas, em uma manifestação que já fazia parte de sua atuação pública em defesa da redução do preço do gás de cozinha. Durante o comício, ACM Neto teria apontado para ele e o chamado de "doido" e "palhaço", além de fazer referência ao avô, o ex-governador Antônio Carlos Magalhães.

O episódio, contou o deputado, o deixou abalado. Na ocasião, seu filho João Isidório, que posteriormente também se tornou deputado estadual e morreu em 2021, tentou consolá-lo com uma frase que acabaria se transformando no mote de sua campanha política.

"Meu filho disse: 'Painho, não chore não'. Parece que ele percebeu que eu fiquei chorando. Ele disse: 'Não chore não, painho. Ele está chamando o senhor de doido. É melhor ser doido do que ser ladrão'", relatou.

Isidório explicou que a conversa com o filho os inspirou a compor a música que ele passou a utilizar em suas campanhas eleitorais. O jingle, que associava a imagem do parlamentar à figura do "doido", tornou-se um elemento de identificação popular e ajudou a impulsionar sua trajetória eleitoral, primeiro na Assembleia Legislativa da Bahia e, posteriormente, na Câmara dos Deputados.

"Agora é a vez do doido, doido, doido. O maluco quer acabar com a máfia, para acabar com a máfia só mesmo doido. O doido quer baixar o gás, baixar o pão, quer muito mais. O doido é amigo, irmão. É melhor ser doido do que ladrão", diz a letra da música.

BNews

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