Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciaram que não comparecerão ao ato oficial marcado para esta quinta-feira (8), em Brasília, em memória aos ataques antidemocráticos que marcaram a capital federal em 2023.
Promovida pelo governo federal no Palácio do Planalto, a solenidade vem sendo realizada desde 2024 como forma de reforçar a defesa da democracia e rememorar os episódios violentos contra os Três Poderes. A ausência das duas maiores autoridades do Congresso — que também não participaram de edições anteriores — voltou a chamar atenção e aprofundar o clima de distanciamento entre o Legislativo e o Executivo.
Segundo comunicados oficiais, Hugo Motta justificou sua ausência com compromissos pessoais previamente agendados, enquanto Davi Alcolumbre informou que permanecerá no Amapá dando continuidade a sua agenda de trabalho no estado.
A estratégia de se manter apartados dos atos oficiais ocorre em um contexto político sensível, em que se aguarda a possível manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado no Congresso no fim de 2025, que reduziria penas de participantes das invasões aos prédios públicos em 2023 — tema que já tem gerado tensão entre Poderes.
Enquanto o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) concentram suas programações oficiais para lembrar a data, o Congresso Nacional novamente se mostra ausente da agenda principal, optando por não realizar eventos próprios em Brasília.
A decisão de Motta e Alcolumbre reacende debates sobre o papel das instituições em atos que simbolizam a defesa da ordem democrática, sobretudo em uma fase eleitoral e de intensos embates políticos.
Informe Jacobina / Com informações de Correio Braziliense