O anúncio de um reajuste de apenas 0,37% no piso salarial nacional dos professores para 2026 provocou reações contundentes de sindicatos e representantes do setor educacional, que classificam o índice como insuficiente diante da inflação e exigem ação imediata do Ministério da Educação (MEC).
Divulgado em edição extra do Diário Oficial da União após a atualização do Valor Anual por Aluno do Fundeb, o incremento, considerado simbólico por especialistas e dirigentes sindicais, não repõe as perdas diante da inflação acumulada no país.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) destacou que ajustes abaixo da inflação já haviam ocorrido em anos recentes, incluindo 0% em 2021 e um reajuste de 3,62% em 2024, também inferior ao índice inflacionário do período.
Representantes da categoria alertam que medidas adotadas em emendas constitucionais recentes, como a EC nº 135 de 2024, que redireciona parte dos recursos do Fundeb para matrículas em tempo integral sem ampliar o financiamento total da educação, agravam as dificuldades orçamentárias dos entes federativos e pressionam a capacidade de valorização salarial.
Diante do impasse, a CNTE propõe mudanças na lei que regula o piso nacional, sugerindo uma atualização anual baseada no INPC somado à média real do crescimento das receitas do Fundeb, além da vinculação do piso à formação superior, com adicionais para profissionais com graduação.
As negociações com o MEC e o Conselho Nacional de Secretários de Educação estão estagnadas desde maio de 2025, e representantes da categoria afirmam que tentativas de diálogo foram infrutíferas, com reuniões canceladas sem explicação e o Fórum do Piso inativo, deixando a perspectiva de uma solução abrangente incerta.
Informe Jacobina / Com informações de Revista Oeste