Em meio às negociações que precedem a definição da chapa governista para as eleições de 2026 na Bahia, o ex-ministro e líder do MDB no estado, Geddel Vieira Lima, declarou que a indicação do vice-governador na composição ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) é “inegociável” para a legenda. A afirmação foi publicada nas redes sociais esta semana, em resposta às especulações que circulam no cenário político baiano sobre possíveis rearranjos entre os partidos aliados.
Geddel rebateu diretamente boatos de que o senador Otto Alencar (PSD) estaria buscando retirar o posto de vice do MDB, atualmente ocupado por Geraldo Júnior — e reforçou que não acredita que o senador esteja envolvido em movimentações desse tipo, citando a longa trajetória política e o histórico pessoal de Otto.
O dirigente emedebista também utilizou a publicação para frisar que o MDB não está em busca de cargos secundários ou benefícios em tribunais e outras estruturas de poder, contrariando interpretações sobre suas intenções no tabuleiro político. “O partido visa respeito. Não boto faca no pescoço de ninguém, porque não gosto que botem no meu. Sou homem de posições, não de arroubos retóricos”, escreveu Geddel, em tom firme.
A manifestação de Geddel ocorre em um contexto de tensão moderada entre as legendas que compõem a base governista, à medida que articuladores políticos tentam consolidar acordos que equilibrem a representação partidária tanto na majoritária quanto nas posições de apoio, em um ano marcado por disputas antecipadas e por desafios estratégicos para garantir coesão à frente estadual.
Informe Jacobina / Com informações de Se Ligue Bahia