Em uma entrevista ao Blog do Vila durante a segunda-feira de Carnaval, o senador Jaques Wagner (PT) confirmou que, nos bastidores da política baiana, houve movimentações internas que cogitaram a substituição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) como candidato à reeleição nas eleições de 2026. Segundo Wagner, ele se posicionou contra a troca e atuou diretamente junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para preservar a candidatura de Jerônimo, defendendo a manutenção da “naturalidade política”.
Wagner afirmou que o debate, que chegou ao núcleo nacional do partido, surgiu em meio a avaliações internas sobre o desempenho do governador em pesquisas, mas destacou que a experiência de 2022, quando Jerônimo também enfrentou resistências internas, mostrou ser acertada a opção por mantê-lo no páreo. “Naquela época disseram que eu estava maluco de sair com Jerônimo. No final, eu não estava maluco, eu estava com a certeza do que a gente tinha para apresentar”, relatou.
O senador também defendeu o desempenho eleitoral e a avaliação positiva de Jerônimo, mencionando pesquisas recentes que apontariam cerca de 52% de aprovação, como argumento para reforçar sua permanência no comando da chapa.
Sobre a formação da chapa governista, Wagner rejeitou termos usados por adversários e preferiu denominar a composição com Jerônimo, ele próprio e o ministro Rui Costa (PT) ao Senado, como “chapa GGG”, em referência ao trabalho de cada um deles pelo estado. Ele ainda ressaltou que, embora participe das conversas, a decisão final sobre a chapa cabe ao governador e que o anúncio oficial foi adiado para depois da viagem internacional de Jerônimo e Lula à Ásia.
Wagner também manifestou apoio à continuidade de Geraldo Júnior (MDB) como vice na chapa, elogiando sua importância na aliança política que sustenta o projeto eleitoral do grupo.
Informe Jacobina / Com informações de Informe Baiano