O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil deve se preparar para o que considerou um cenário incerto e de potencial agravamento do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, que vem se intensificando no Oriente Médio desde o fim de semana passado.
Em entrevista à GloboNews, Amorim classificou como “condenável e inaceitável” o ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e de outros altos comandantes e alertou para uma possível expansão das hostilidades para além das fronteiras imediatas do conflito principal.
O diplomata destacou que a escalada militar já produziu movimentações bélicas em nações vizinhas e poderia afetar, inclusive, a agenda diplomática do Brasil com os Estados Unidos, notadamente a visita do presidente Lula ao seu homólogo americano, Donald Trump, prevista para este mês.
Amorim também apontou que o Brasil, por meio do Itamaraty, tem defendido que o diálogo e a diplomacia sejam priorizados como caminhos para resolução da crise e tem manifestado preocupação com a possibilidade de repercussões econômicas e políticas no continente e no mercado global de energia.
Analistas internacionais observam que a instabilidade no Oriente Médio tem repercussões diretas no fluxo de petróleo, no preço dos combustíveis e em cadeias de comércio globais — fatores que podem refletir no custo de vida e nas relações comerciais brasileiras, dada a importância estratégica da região para o mercado internacional de energia.
Informe Jacobina / Com informações de Gazeta do Povo