O custo dos alimentos da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras, segundo levantamento recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
De acordo com os dados, São Paulo segue com a cesta mais cara do país, atingindo R$ 883,94, enquanto Aracaju registra o menor valor médio, de R$ 598,45.
Entre os principais responsáveis pela alta estão itens essenciais como feijão, batata, tomate, carne bovina e leite. No caso dos hortifrutigranjeiros, as chuvas nas principais regiões produtoras tiveram impacto direto na redução da oferta e consequente aumento dos preços.
O levantamento também aponta que as maiores elevações foram registradas em capitais como Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%) e Maceió (6,76%), evidenciando uma pressão mais intensa sobre o custo de vida em diferentes regiões do país.
Na contramão, o açúcar apresentou queda de preço em parte das cidades, influenciado pelo aumento da oferta no mercado. Ainda assim, o movimento geral é de alta disseminada, atingindo todas as 27 capitais analisadas.
Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, o trabalhador precisa dedicar, em média, cerca de 109 horas de trabalho para adquirir os produtos básicos de alimentação, o que evidencia o peso da inflação dos alimentos no orçamento das famílias brasileiras.
O cenário reforça a preocupação com o custo de vida no país, especialmente entre as camadas de menor renda, que destinam parcela significativa dos ganhos mensais à alimentação.
Informe Jacobina / Com informações de Política Livre