A Bahia voltou a figurar entre os estados com maior número de ocorrências relacionadas ao trabalho análogo à escravidão no Brasil, segundo atualização recente do cadastro de empregadores divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com os dados, o estado ocupa a terceira posição no ranking nacional, empatado com a Paraíba, com 17 empregadores incluídos na chamada “lista suja”. O levantamento considera ocorrências registradas entre os anos de 2020 e 2025, a partir de fiscalizações realizadas em diversas regiões do país.
A Bahia fica atrás apenas de Minas Gerais, que lidera com 35 casos, e de São Paulo, com 20 registros. No total, as ações de fiscalização que resultaram nas inclusões mais recentes permitiram o resgate de 2.247 trabalhadores em condições de exploração.
O cenário no estado é considerado amplo e diversificado. Em Salvador, os registros estão mais concentrados no trabalho doméstico, frequentemente apontado como uma das formas mais difíceis de identificação e combate. Já no interior, as ocorrências aparecem principalmente em atividades rurais e extrativistas, como cultivo agrícola e extração de recursos naturais.
A atualização do cadastro também retirou 225 empregadores que cumpriram o período de dois anos previsto na lista, conforme as regras estabelecidas pelo governo federal.
O levantamento reforça a necessidade de intensificação das fiscalizações e de políticas públicas voltadas ao combate desse tipo de crime, que ainda persiste em diferentes regiões do estado.